qui., 15 de out., 18:20
O que está à vista
Marcas
Oito marcas entre a xícara e a janela da tarde. Cada uma descreve um ponto do dia, sem tabela.

Xícara na mesa A xícara já pousada na primeira hora. A marca descreve o objeto à vista, não uma rotina de saúde nem uma marca de café.

Chave na porta A chave no retorno da rua. A nota marca a chegada, sem dizer quem entrou e sem transformar a porta em controle.

Banco da praça O banco no meio do percurso. Serve para situar uma pausa, sem contar quem sentou e sem tempo medido.

Escada do prédio A escada entre a rua e a casa. A marca nomeia o lance à vista. Não é meta de degrau nem programa de exercício.

Caderno da cabeceira O caderno ao lado da cama, na hora quieta. A nota não publica o que foi escrito e não mede a noite.

Luz do corredor A luz que fica acesa quando o resto da casa já escureceu. O ponto situa a hora. Não é índice de sono.

Cadeira vazia A cadeira que a mesa guarda para quem ainda chega. A marca descreve o lugar, sem lista de ausência.

Janela da tarde A janela que marca a mudança da luz. O clássico da casa usa esse ponto. Sem índice de sol e sem horário de produtividade.
Volta da rua
sáb., 17 de out., 12:10
sex., 30 de out., 17:20
ter., 3 de nov., 19:00